jueves, 18 de abril de 2013

O ARRASTA ILHA É UMA FLOR DO SUL!

Como eu não deixar um pedaço do meu coração ao falar do meu querido ARRASTA ILHA! Um grupo de maracatu nascido em Floripa, isso mesmo Florianópolis, lá pelo ano de 2002 arrebentou a placenta pro mundo.
Todo meu interesse pela música nordestina começou no Arrasta Ilha, tudo que é manifestação popular ganhou interesse por mim quando comecei a brincar Maracatu.
Um grupo que pesquisa a cultura popular com tanto respeito e interesse, que tanto já plantou e colheu, só merece meu respeito e admiração. Afinal, se hoje me dedico a música com tanto carinho é porque participei do Arrasta Ilha e de coração ainda sou integrante! Vida eterna ao Arrasta Ilha!

http://www.youtube.com/watch?v=GH8zj34pUYY

miércoles, 17 de abril de 2013

As mulheres loucas, como definí-las? (Dura na queda - Chico Buarque)



Muitas músicas de maior sucesso do momento atual se referem a mulheres embriagadas e tendo um comportamento de moral questionável; abaixo vão os exemplos. Analisei e vi que não é só o sertanejo universitário ou o funk que fala sobre esse assunto. Um grande letrista e músico brasileiro mais conhecido como Chico Buarque tratou muito do tema. Formei uma opinião sobre a questão, o que diferencia as 3 letras que separei é basicamente a presença ou ausência da elegância. As duas primeiras letras que exemplifico de João lucas e Marcelo e de Cácio e Marcos, são desprovidas de poesia e quase tão deselegantes quanto as ações nelas descritas. Já na música de Chico Buarque, o que a "mulher louca" faz é escrito com requinte mesmo que com termos de cunho popular.  Claro que no Sambódromo, em pleno carnaval, não se quer ouvir Mozart em orquestra, mas me dei conta que apesar dos deslizes que cada um pode cometer tenho preferência: A ELEGÂNCIA.  Dentre as 3 letras abaixo escritas, levo a de Chico Buarque pra casa.


"Loooooouuuca, louquinha, dá uma empinadinha, dá uma agachadinha, vocÊ tá soltinha" -- JOÃO LUCAS E MARCELO

"Tá doidona, tá chapada
Vai carregada pra casa
Se joga, cai no chão
Fica toda desarrumada"---CÁCIO E MARCOS

"Bambeia,Cambaleia,É dura na queda
Custa a cair em si. Largou família, Bebeu veneno e vai morrer de rir
Vagueia, Devaneia, Já apanhou à beça
Mas para quem sabe olhar,A flor também é Ferida aberta e não se vê chorar " - CHICO BUARQUE

http://www.youtube.com/watch?v=OaWzpVrAJBs


viernes, 12 de abril de 2013

Dois dedos de web


Plugado vivo, atado na rede que me envolve.
Dia-após-dia retorno a essa teia que me emaranha.
Se as Córeias vão se estrepar já é problema meu,
Eu tenho uma placa de rede subcutânea, sou radar.

Meus milhares de amigos sabem tudo de mim.
Como trabalho conectado as redes sociais e
Meu Smartphone publica cada um dos meus passos,
Qualquer um que me investigue um pouco, já sabe muito.

Só que meus amigos não são mais aqueles do bairro,
Nem aqueles que iam comigo na vendinha da esquina.
Os que comentam minhas publicações são 1700,
Logo terei mais amigos que o Rei Roberto Carlos.

Que bobagem seria  me ausentar do facebook.
Um viajante que tem contatos pelo mundo afora,
Um cigano das paisagens não tem vida fora da web.
Assisto a Deus e ao Diabo na terra dos bytes.

Muitas vezes exagero na dosagem,
Bebo demais do néctar da informação,
Incho a cabeça de estímulos ruidosos,
Perco meu sono no fluxo das sinapses.

Como manter a concentração se de repente
Alguém das filipinas quer manter contato comigo,
Outro no Caminho de Santiago me marca na foto,
Ou recebo um email marketing da Conchinchina?

Só no verso, no anscetral, no artístico, me refugio.
Medito sobre mim, me encontro e simplesmente sou.
O poema é minha espiritualidade, meu post transcendental.

Agora já posso, bora tomar mais dois dedos de web...




viernes, 15 de marzo de 2013

Você está preparado para o que vai acontecer no Planeta?



Será que se esse texto comentar todas as séries de mudanças que ocorrerão nos próximos anos conseguirão os leitores manter a atenção até o final?
Conforme diz o vídeo que segue no link abaixo, uma semana de notícias do “New York Times” contém mais informação que uma pessoa do século 18 absorveu em toda sua vida.
O processo de obsolecência está cada vez mais aplicado ao ser humano, se nossos avós tem dificuldade com a modernidade, provavelmente os jovens de hoje terão um choque muito maior, pois a mudança que para eles duraram décadas, para os últimos durará poucos anos.
Uma questão que não deixa de surgir é: chegaremos a um limite de desenvolvimento?
Chegaremos a um ponto desde o qual não poderemos mais avançar?
Já é fato consumado que os computadores comuns vão superar qualquer capacidade cognitiva humana em muito breve. Se crê que inclusive que as máquinas serão capazes de produzir respostas afetivas, já que a inteligência emocional caminha a pleno vapor no seu desenvolvimento.
Assim que devemos estar com a mente muito ampliada, preparados para ter um vazio, uma abertura onde as novas informações possam entrar e sair com a mesma intensidade que fluem as buscas no Google. A capacidade de se adaptar as novas tendências tecnológicas será questão de sobrevivência.


lunes, 4 de febrero de 2013

Direito de calar


O silêncio que observa eu sou.
Se tu queres falar, farei-me ouvidos.
Adoro também palestrar sobre as coisas que amo,
Mas tu és incapaz de acompanhar um raciocínio,
Intervindo e me cortando incessantemente.

É contigo que falo,
Tentando expressar o que sou,
Também necessito desabafar.
Só que sendo interrompido,
É desmotivante seguir...

Seu olhar se perde, olhas para todas as direções.
É assim que te comunicas com o mundo?

Quando recito versos, falas ao mesmo tempo.
Dessa maneira é que pretendes compartilhar?

Riamos juntos, mesmo que seja da desgraça alheia,
Riamos da nossa idiotice, da mais pura tolice,
Que qualquer um já cometeu.
Uma maldade feita, burradas, cagadas,
O que não foi humilhado ainda nasceu.

 Eu conservo meu direito, de ficar calado,
Às vezes me esforço em puxar assunto,
Mas há coisas que não preciso compratilhar,
Aqui morre o tema.

martes, 18 de diciembre de 2012

Sobre a Intuição


Intuo, sinto que é real,
não sei porque, mas devo abrir essa porta.
É que não se trata de saber,
se trata de sentir para decidir.

Penso, raciocino,analiso, avalio,
mas meu corpo já sabia o que devia fazer,
se antecipava a toda razão o coração.

Antes eu não dava atenção
à minha intuição, queria entender.
Só que não percebia que não era
necessário compreender nada.

Fazendo o que sentia
tudo ganhava leveza,
as respostas rápidas,
em cima do muro já não ficava.

Mas ás vezes eu me esqueço,
começo a pensar sem parar,
fico viajando na mente,
acabando com minha espontaneidade.

- Silêncio no estúdio, um, dois, três: Ação!

Trabalhando-me nos processos socias é que irei
 me encontrar no aqui, no agora.
Me quero espontâneo e presente,
e assim o farei.