jueves, 15 de diciembre de 2011

Defendendo minhas manhãs

Ah, como me agradam as manhãs!
Não aquelas nas quais o despertar
Me é roubado pelo barulho bipante
De tais aparelhos acordadores.

Amo as manhãs em que tudo
Vem sorrateiramente, levanto-me
Com suavidade e sinto aquela
Sensação de que algo recomeça.

O sol vem brando e o ar fresco paira
e permeia um caminhar divangante,
e de certa forma meio atônito, característica
dos primeiros momentos do pós despertar.

Percebo então, que prezarei por ter as manhãs
Como tais que aprecio. Na medida em eu que puder,
cada vez mais, escolher como serão meus dias,
Terei todas as manhãs para mim.

Que me roubem as tardes, quem sabe também as noites,
Mas com as manhãs serei tão brusco
Quanto me é suave este despertar
Que não preciso controlar ou decidir quando virá.

Dentro da sala de aula

Não consigo mais ficar aqui,
Mas ainda permaneço.

Estático de corpo, mas em pleno fluxo
dinâmico na mente que não quer cessar
de infinitamente arquitetar uma peripécia
que permita preencher esta lacuna
entre minha atitude e meu pensamento
que me faz incongruente com o que é meu eu
clamando por outro ambiente...
Então saio.

miércoles, 14 de diciembre de 2011

Poetas vivos!

A arte não é para as gavetas.
A expressão se dá diante das pessoas.
É esta a proposta do artista, da arte:
Troca.

A música melhor transmite,
Na dança verdade se faz,
Poesia sensação irrefutável:
“Sentiu, tá sentido”.

A escultura não necessita explicação,
Simplesmente é.
Não é como a ciência
Que necessita muita estatística.
No teatro cada um é,
Sente, compreende a sua maneira.

Aos artistas insisto,
Traigam a arte não só
para o seu cotidiano,
mas para a vida
das pessoas que te rodeiam.
É a melhor maneira
de transformar com riqueza:
Ser arte.


Não passarão ilesos
Da tua mensagem.
Talvez esqueçam o contorno
Da sua face,
Mas perpetuado estarás.
Artista de ação agora.

Xô, poesia póstuma!
Poetas vivos!

Elixir de Ceridwen

Oh, Deusa Ceridwen!
Tu que transformaste
O meu passado.

Abandonar o casulo
E desatar a amarra
Demanda energia
Que se processa como
As águas do seu caldeirão.
Desse fluxo circular multifacetado
Brotará o néctar da passagem.

Gole a gole engulo gota
Do elixir que preparaste
A partir dos ingredientes meus.

Só, porém, muito bem acompanhado.
Os inimigos que insitem em ter inveja,
Discórdia e o monólogo simples-mente
Não desafiarei, seguirei em busca do bem.
A guerra e a paz escolhas são.


Conflito no intuito de pacificar.
Conflito por conflito ou para provar
quem é o melhor não tenho tempo.

Inesgotável é o caminho,
Não necessito ir ao mesmo lugar
Todos os dias.

Tempo é valor,
Valorizo flor.
Pétala lá,
Conduzirá-me o perfume.

Quero mais é deitar na grama verde,
Banho de mar, cachoeira.
Dar beijos nas meninas,
Alimentar bem,
Trocar-dialogar,
E dançar... neste momento!

martes, 13 de diciembre de 2011

Um estrondo de morena!

Se liga mané, essa nega tá te
dando um rolé e não é só em você.
A torcida estremece a arquibancada
Quando ela passa a rebolar e saltitar.

Você cae feito um patinho,
Mais perdido que barata que tomou
Uma chinelada nas antenas.Que foi
que vendou seus olhos dessa maneira?

Ela samba e a galera vibra,
E olha malandro que ela te avisava:
“Não me rodeia que eu sou um problema”.
Isso que dá insistir na hora errada.

Essa sua banca de herói desfaleceu,
Adiantou alguma coisa viver essa mitologia?
Odisséia é o caderno onde você vive o que quer,
No colo dela o assunto é em outro tom.

Tenores e contraltos não cantam oitava acima,
Vai viver sua vida antes que essa morena
Iluda de novo esse seu olhar esfumaçado.
Esquece, meu irmão, é a melhor coisa para ti.

Você sempre soube que o amor não tem
Uma só fonte no despertar da manhã serena.
Estás desperdiçando seu sorriso, mané.
Sai dessa que coisa melhor te espera

Pois essa moreninha amigo,
Num piscar de olhos, voou!

Visitarei um museu

Ah...
Essa menininha é linda demais.
Hoje mesmo estava bárbara,
Com suas cores violetas de sempre.

Me violou, abriu uma ferida
Que não posso negar.
Acabei criando essa idéia de que quero beijar,
Ganhar um carinho a mais.

Eu não escutei e insisti
Tentando mudar o corpo dela,
Mas foi em vão.
Agora ela diz que está brava comigo,
Como o amor é infantil e curioso.

Continuar alimentando essa ilusão não mais!
Já é tarde e mesmo assim me mantenho na cama,
Como se essa fuga fosse mudar alguma coisa.
Esquecê-la e pronto, sem mais mistérios.

O que não gosto é de me ver tentar manipular,
Inventar respostas racionais baseando em ciência,
E pior, na estatística, já extrapolei...

Mais além de qualquer polo,
Um momento... é nisso que não posso me reter,
Lamentando algo que não tenho e nunca vou ter.

Vou a um museu
Para certificar-me
De onde o passado
Deve estar.

A poesia é sacerdócio

Calem!
Calendário dos meus passos.
Falem!
Falhas que possam estar a acontecer.

É o messias, o tom messiânico.

A arte é meu sacerdócio.
Tanto conduzo,
Quanto sou guiado pelo sermão.
Sou o fiel que encontrou resposta,
Sacerdote que responde.

Deus, a religião
É a resposta para todos sofrimentos.
A religião discursa
A saciação das vontades.
Deus é o pai, o comando,
A certeza, a força maior.
É o que está acima de ti,
Dos homens e mulheres.
Os Deuses são hierárquicos.

O ser humano está abaixo, é fraco
E necessita resposta do além,
Do sobrenatural.


Oh Deus! Me diz o que
É certo fazer?
Sejas a mãe da minha moral,
O pai da minha ética.
Eu sou humano,
Falho e ínfimo,
Não tenho capacidade de saber.

O sacerdote é a ligação de Deus
Com o mundo,
O ditador e profeta
das regras do soberano.

Sejas tu o sacerdote
Do caminho que é rota sua.
Coragem para ir ao encontro do sorriso.
Força para buscar em ti
A satisfação e a elevação.

Vai!
É a presença inteira de corpalma
Que vai te salvar.