viernes, 25 de abril de 2014

Comentários sobre o show do "Brasil in Trio" (Dia 22/04/2014)

       Neste último dia 22 de Abril acudi ao Centro Cultural UFG para desfrutar do espetáculo do grupo “Brasil in Trio”. Na ocasião, o disco recém saído da fornalha era o tema principal do show. Já esperava por um concerto de ótima qualidade quando fui surpreendido com a genialidade dos jovens músicos.
       Eu aguardava um choro bem tocado através de um repertório de um compositor contemporâneo, mas o Brasil in Trio é muito mais! Os arranjos saem da mesmice e vão muito além das características tradicionais do choro, sem perder de vista a riqueza da linguagem e já incorporando os melhores aspectos da música intrumental brasileira. Isso torna o espetáculo bastante variado e atrativo para diversos públicos.
       Cada integrante atua de forma singular para formar um conjunto de alta sincronia. Everton Luiz, o cara dos sopros, toca seus inúmeros instrumentos com tal maestria que até parece que o sax, a flauta ou o clarinete necessitam das mesmas técnicas para se desenvolver. O rapaz se agiganta com suas improvisações e arranjos magistrais.Diego Amaral esbanja criatividade com sua percuteria. Técnicamente impecável e transbordando energia é um verdadeiro showman. O modo espontâneo e rico que ele elabora sua execução musical é no mínimo singular, desses que se encontra em poucas esquinas. Julio Lemos é o mais compenetrado do grupo, o eixo central, o âncora. O violão de 7 cordas deste jovem intérprete não se limita ao acompanhamento, é melodico e expressivo. É fácil notar as influências dos melhores violonistas brasileiros como Marco Pereira, Maurício Carrilho, Rafael Rabello entre outros.

      Quem quiser reclamar do público goiano que reclame, quem não quiser, faça como o Brasil in Trio, tenha um espetáculo de nível internacional!   


jueves, 9 de enero de 2014

Te encaro de frente, Ansiedade!

O peito ardeu durante a noite,
Incomodou o sono, perturbou o leito.
Quando a luz veio sorrateira foi que
Consegui descansar um pouco...

Ansioso estou, banhado desse mal.
É um medo irracional, doloroso.
Depois do café novamente fiquei afetado,
Uma sensação de porvir horrosora, horrível.

Será que advém de minhas novas paixões
Que me geram preocupações em demasia?
Será fruto dessas enormes quantidades
de substâncias desconhecidas ingeridas na comida?

Sinto, apenas isso sei...
Quero esfalecer-me aos prantos,
Esmurrar a raiva insana,
Combater a raiz do transtorno.

Pode vir ansiedade!
Venha e veremos quem possui mais poder!
Quero ver se você é capaz de lutar
Contra todas as armas que possuo!

Eu cantarei a madrugada, violarei o pôr-do-dol,
Tomarei banho de mangueira e brincarei de pique-e-pega.

Que soe o gongo.
Te encaro de frente, Ansiedade!





miércoles, 27 de noviembre de 2013

Isso era o mais correto, verdade?

Hoje eu vou te dizer a verdade,
hoje vamos compartilhar um delírio.
Hoje desfrutaremos de todo o poder,
pois hoje, temos a linguagem em nosso favor.

Se você acha que é verdade
por que simplesmente devo descordar?
Só para que tenha eu a verdade?
Somente para lutar pelo poder?

A palavra final é minha!
Isso me dá a sensação de que apesar de tudo
que devaneiem todos, ao final, eu juntarei todas
as peças que me interessarem, é claro,
e transformarei num amálgama, fruto do meu apego.

Conversemos sobre o assunto.
Quero sugestões, opiniões,
para que eu decida o que é certo fazer.

O mais certo é verdadeiro.
É falso ser incorreto.

Isso era o mais correto, verdade?

Se pensamos diferente sobre algo
e um dos dois tem a verdade,
alguém esta mentindo nesse assunto.

jueves, 21 de noviembre de 2013

Toma lá, da cá!

Ingratidão, é isso que sinto.
Falta de respeito se responde com veias!
Brigo no calor da peleja,
Escarro na boca que beija.

Devo ser um ingrato também...

Agradece-se com atos, não com palavras.
Eu falho, erro, me equivoco,
Mas já sou capaz de aceitar.

Consertar erros com erros aparece usual.
Buscar vitórias através de rasteiras,
Ou derrubar o adversário para vencer
Já alcançou títulos históricos.

Eu prefiro a glória, perdoem-me,
Podem ficar com a decadência pra vocês.

Não posso deixar de simplesmente não errar.
Queria mudar isso, essa condição...

Melhorar ainda posso, em limitados aspectos.
Falharei no que mais conheço.
A dose exagerada, a ofensa seca,
A mentira, o desliz técnico, as impossibilidades.

Jogar limpo nem sempre me valeu,
Me pisaram e se puseram a rir.

Apanho, mas também dou.

miércoles, 20 de noviembre de 2013

Continuo gostando da dádiva

É imperfeito, lhe falta algo…
Não sei bem onde, mas falta...

Talvez um pouco de humanidade,
Uma pitada de irracionalidade,
Duas ou três equivocações,
Ações e interações caóticas das moléculas.

Bem, se penso que cada átomo
 está colidindo e se combinando eletronicamente
e que todos esse movimentos são incomensuráveis,
começo a aceitar que erro, que a natureza erra.
Não são erros, são multicombinações que
Aparecem desarmônicas segundo o ponto de vista.

Eu quero ter uma namorada linda,
Um carro bem equipado, uma casa modernosa,
Sempre gostei de estátuas gregas e
Como tantos admirei o coração de Jesus.

E se não der certo? Terá que ser uma feia mesmo?
Talvez eu não seja perfeito o suficiente para casar ou procriar?
Serei mesmo imperfeito?

Vou seguir vivendo. Me sobram alguns quilos,
Me faltam alguns fios de cabelo na cabeça,
Continuo gostando da vida, da dádiva,
Até gosto das minhas burrices, já não quero ser gênio.


O que não quero é morrer, mas deve ser bom também.

lunes, 18 de noviembre de 2013

A salvo entre os lobos(mas não deixo de te contemplar)

Tu és tão racional que necessitas dançar,
Por isso que quando quero te encontrar,
Vago pelas noites onde os corpos se desatam.

Tua maneira inefável de racionalizar se dissolve em
Álcool e groovie, num remexer extasiante para os
Que, sedentos de prazer, te observam estupefados.

Quero ver teu corpo bailar,
Como se não houvesse amanhã,
Como se seus movimentos
 me provessem alimento.
Quero que esse seja meu pão!

Tua sombra é o que vejo
Quando há luz no meu pensamento.
No contraste encontro-te
E rastejo sobre tuas pegadas.

Quando tive a felicidade de te esquecer,
Me ver livre de tua influência,
Deste poema que é o teu verbalizar,
Eis que surges, gata noturna,
E me crava os dentes!

Eu prefiro continuar vivendo entre os lobos
Que baixo o manto das tuas unhas!
Tens mais perigo que toda a matilha que
Rodeia meus singelos e sóbrios passos!

Fujo de ti, já não quero te seguir,
Mas mantenho uma certa distância
Que me permita te contemplar.

martes, 22 de octubre de 2013

Modão Sertanejo


Quem me vê aquí na cidade
Mal sabe o que já passei,
Me lembro da gabiroba
Nas pastagens pra se colher.

A fogueira de São João
Que corria por cima da gente,
E os bambus no meio dela
Explodindo flamenjantes.

As espigas do milharal
De suco doce e maduro,
Que as “muié” faziam bolo,
A pamonha e o curau.

Já estive lá na roça
Nos tempos de pequenininho,
Lá pras bandas de Goiás
Fui criado e fui nascido.

Vi peão que é “bão” no laço
Gaúcho dançando a chula,
Já montei novilho bravo,
No barro com a cara eu dei.

Vi Baiano sorridente,
Arretado na pimenta,
E mineiro chegado nas plantas,
Tratado a base de raiz.

Vi esse Brasil tão lindo,
Vi um povo que é feliz!

De leste oeste de norte a sul
O Brasil é me lugar,
Seja aqui no meu cerrado
Ou de frente para o mar.

E aqui vejo um país
Que quer brotar semente nova,
Juventude que tem luta
Pra ver tudo se mudar.

Politicagem tá danada,
Não confio neles não,
Minha luta é pela folia,
Pela dança no salão.

Vou fazendo a despedida
Já deixando essa mensagem,
Deixo um beijo para todos,

Antes cedo do que tarde.