domingo, 4 de diciembre de 2011

Se enxerga ser humano!

Um animal,

Todo falível,

Cheio de cacuetes,

ter responsabilidade social?


Eu prometo que em uma semana

Pagarei esta dívida,

Venderei as laranjas que colhi no jardim

E tudo se acertará entre nós.


Credo! Essa é a expressão

Que figura na cara do credor,

Dividir não vai dar,

Terá que ser dívida mesmo.


Já faz um mês que eu espero

Seu pagamento e já estou começando

A ficar nervoso contigo,

Você terá que me recompensar,

Esse infortúnio tirou me do sério


Domesticado poderia significar

No dicionario da vida humana,

Sinônimamente com a palavra seriedade,

Nem o músculo do açougue está descontraído.


Fiquem tranquilos, pois eu sou

O responsável por esse setor.

A promessa está feita, tudo se dará

Como o plano traçado por mim...


Se enxerga ser humano!

viernes, 2 de diciembre de 2011

O monstro que devorou a ética

O mar é que governa meus passos,

Navega meu corpo, banha minhas emoções.

Escolhi mergulhar nessas águas,

Na força dessas espumantes ondas,

Vivo enfim um prazer heterônomo.



A autonomia é que dificilmente

Molha os fios dos meus cabelos.

Um discurso vazio buraco branco-negro

Povoa meus ouvidos já cansados

De dispender tempo com tais desagradáveis melodias.



Etiqueta que estampa e escancara coroa,

An-tro-po-lo-gia surge tal ao Pavão e seu brilho.

Ser humano aqui, humanidade alhures, ares diferenciados.

Ontem a arte mais bela respeitada e o espirito fortalecia,

Hoje estamos em pé segurando nossos vitríneos copos.



Ética é tempo,

História é ética,

Social geografia, geografia social.


Andar, escolher, manifestar,acomodar,

Resistir, refletir, ser-estar, destruir.



Eis que surge este dragão de incontáveis

Cabeças horrorosas e flamejantes,

bocas enormes,

Muito mais que crocodilescas

Denominado Política Atual Brasileira.


Este monstro, devorou a ética!

O artista e o músico




O músico,

toca o instrumento.

O artista,
toca as pessoas.



Entreolhares

Entreolhares


Olhos que olham,

Que não vêem.


Olhos fugidios,

Que não tem coragem de se encontrar.


Olho no olho: desafio.

A expressão que olha no olho

É aquela que acredita ser o que é.


Olhos pensantes, que olham para dentro,

Apenas enxergam, não vêem.


Olhos espelhos d´alma,

Onde os olhos outros tudo vêem.


Se meus olhos vão de encontro frontal

ao seus me embriago,

o peito aperta,

calafrio de arrepio,

não sei se fujo,

não sei se encaro,

talvez queira neles amparo,

ou então não queira ver, nem olhar,

deve ser medo de me mostrar...

Confissões de Andréia Figueroa

Confissões de Andréia Figueroa


Não é tão difícil de entender,

Eu preciso de espaço para voar.

O charme compõe minha enregia vital,

Esse nosso grude me deixa ansiosa.



Quero trafegar por entre os mundos,

Eu sou liberta e independente.

Essas arestas não mais aceito,

Aqui nesse corpo há fruto poder!



Foi-se o tempo em que fui objeto

De prazer da mais plena vulgaridade.

Sou Borboleta, o casulo é meu passado!

A Clara Luz e o Perfume presentes... agora...



Sinto-me bem, amadurecida.

Ainda apanho muito e devagar caminho.

Aceito mais o que fiz de mim e hei

de transformar meus dias com plenitude.



Não demore meu querido, pois sedenta

Da tua força já me encontro,

Venha me amparar e deixa

eu cuidar de ti, sonho belo.



Completa só me sinto

Na fusão com seu corpo.

Entrelaçados... na flor da integração.

jueves, 1 de diciembre de 2011

Entre tu e a rima

Esse dias que nossos olhares,

Farol baixo e luz que ofusca,

Consagrou-se nos jantares,

Do amor eterna busca.


Banhados em mel e corpo,

Perfumados a camomila,

Pensamento de reto a torto,

Esfumaçados a sin similla.


A face umedeceu serena,

E quer retornar a molhar,

Tristeza não me é coisa plena,

Pois o futuro é nectar e mar.


Lá longe, olhos inalcansáveis

É a nossa presença agora,

E a saudade, lembraças incansáveis

Dando chance para ver se o viver melhora.


E o preenchimento que és tu,

Corpalma espírito complemento,

Estou barco sem convés,

Alicerce sem cimento.


Nos meus olhos tu és foco,

Na expressão travando esgrima,

Sem a prática fraco bloco

Contra eu pontua a rima…

Humana idade

Não acredito na humanidade!

Vociferadora da ação do desejo;

Institucionalizado e firmado em cartório

O pé que recua.



Não acredito em quem não sabe o que quer!

Desconhece os desejos próprios

E zigue zaguea inebriado poste na cara.



Uma é esta humana idade.

E a borboleta clichê bate asa,

desemboca fura-cão e o sangue molha.

TSU!!!! Nami, onde estás?



Que queres tu humanidade?

Inexiste a humanidade.

Descrença que não me é impotência.

Projétil que se lança ao céu, abre os braços, rodapião,

Centrifuga, evapora e retorna ao todo, sou.



Não creio na humanidade

E sim na minha capacidade de praticar o bem.


(…)


Esse Deus humano e masculino

Chamado Pai é filho.

Esse Deus criador,

Criação é.



Jesus é da mídia,

Quem de Deus não é filho?

Ou pai?



Jesus é a entrega,

A cruz de crer no amor.

Cristão a água e pão


Pequeno exemplo Jesus é

Tudo é exemplo



Crer na verdade

Tudo é nada

É nada tudo é



Deus é a natureza da existência,

Natureza da vida.



Deus não é um ser,

Nem ter ou ser:

TRANSCENDER!