martes, 6 de diciembre de 2011

Superando a frustração

Porque haverias tu de negar os carinhos meus?
Justo tu que me adoras.
O fato de eu querer beijar teus lábios soa mal?


No dualismo nosso, sempre houve
o toque de pele, o sabor do olfato,
e o paladar aguçado.
Negas isso?


Justificativas e explicações,
palavras e a força da razão
não me interessam quando murcham
a flor do sentimento.
Que a razão e a emoção
Caminhem entrelaçados.


Não pretendo desatar o nó do teu não,
trago sim minha expressão:
Uma estranheza pela maneira como reagiste.


O beijo nos lábios nem é
Tão importante diante do momento
De discórdia que passamos.


Para mim, beijar-te significa
canalização dos carinhos,
do amor que emana do meu ser,
por tanto nada mudaria na nossa relação,
pois essa troca já se dá,
tu respondes aos meus toques,
e me tocas com
o odor dos seus gestos.


Porém hoje o que aconteceu hoje
me entristeceu o corpo ardente.
Já pensei em negar meu carinho,
mas cultuo o amor no meu ser,
me negarei ao ódio,
esse sim não me aprecia.


Evapore então essa ferida no meu ego!
Cultivarei o amor próprio e a beleza!


Que eu caminhe com quem
compartilha as mesmas rotas.


Voz interna eu cultivo novamente:
Nem vou alimentar a discórdia e a guerra.
A paz é de dentro para fora,
contribuo para a energia que me retorna.


É por isso que fiquei ferido,
por não receber o que doei.
Doei amor e recebi negação.


Vislumbre salta aos olhos!!!
Passar dessa barreira
é o que me fará crescer.
Claro!


Nesse momento transcendo,
desconstruo todo o muro
que na face me esmagava o nariz.
Começo a pairar na leveza...

Posso até mudar de questão.

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